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ESPAÇO ECUMENICO DE REFLEXÃO

MEDITAÇÕES

ESPAÇO ECUMENICO DE REFLEXÃO
ESPAÇO ECUMENICO DE REFLEXÃO (Foto: Reprodução)


A Pastoral da Juventude na Igreja

Pe. Cristiano Segabinazzi

No processo de vivência pastoral a caminho de uma igreja “em saída” como nos comunicou o Papa Francisco, nos encontramos com diferentes realidades, ecossistemas e ambientes, todos eles favoráveis a formação de lideranças nos meios onde estão inseridos. Neste caso, os jovens são uma força transformadora e nos faz refletir como podemos ser mais abertos, dinâmicos e acolhedores às suas próprias visões de mundo, na busca de uma autêntica vivência pastoral.

Não existe missão sem comunidade, nem comunidade que se sustente sem missão. A importância da igreja na formação dos jovens não é maior que a dos pais em seu dia a dia. Por isso as famílias são a célula primeira e vital para a educação dos seus filhos no âmbito físico e espiritual da palavra, em outras palavras, a família é missionária por excelência.

A contribuição da igreja neste caso, é complementar e assiste a continuidade da fé vivida em família, aprofundando o sentido de ser Igreja e oferecendo espaços dignos de acolhida e escuta aos apelos dos jovens em seu meio. Temos o conhecimento dos desafios nas paróquias de compreender a linguagem dos jovens, como eles se comunicam e os seus anseios embora, muito já se fez de concreto. Na verdade, os jovens evangelizam os próprios jovens necessitando de espaço e o reconhecimento da comunidade onde estão inseridos.

A boa organização de uma igreja missionária fortalece a confiança. A transparência educa para a maturidade da fé e a participação gera pertencimento. É nesse equilíbrio que a paróquia se transforma em verdadeira comunidade de discípulos missionários, capaz de evangelizar com coerência, proximidade e alegria.

Na linguagem de Santo Antônio de Lisboa “é viva a palavra quando são as obras que falam”. A sinodalidade nos vem para gerar espaços de escuta e acolhida, transformando o diálogo em espaço teológico. Nesse sentido, a relação dos jovens com a pessoa de Jesus Cristo é apresenta-lo como pessoa, cuja caridade é a sua responsável. A comunidade se torna jovem quando incorpora em sua caminhada profética espaços para novas lideranças dos quais os jovens possam se sentir a vontade é a verdadeira caridade atuante e presente. 

Todos gostamos de ser bem acolhidos em quaisquer lugares e com alegria ter relações saudáveis com as pessoas, na igreja não deve ser diferente. Que nossas comunidades sejam, assim, escolas de caridade e ícones do Evangelho, lugares onde quem chega possa dizer: “Aqui, Deus mora”.


Deus é o nosso amparo

Pastor Handolfo Timm

“² Os israelitas partiram de Refidim. E, no dia primeiro do terceiro mês depois de terem saído do Egito, chegaram ao deserto do Sinai. Eles armaram o acampamento ao pé do monte Sinai. ³ E Moisés subiu o monte para se encontrar com Deus. E do monte o Senhor Deus o chamou e lhe disse: — Diga aos descendentes de Jacó, os israelitas, o seguinte: ⁴ "Vocês viram com os seus próprios olhos o que eu, o Senhor, fiz com os egípcios e como trouxe vocês para perto de mim como se fosse sobre as asas de uma águia. ⁵ Agora, se me obedecerem e cumprirem a minha aliança vocês serão o meu povo. O mundo inteiro é meu, mas vocês serão o meu povo, escolhido por mim. ⁶ Vocês são um povo separado somente para mim e me servirão como sacerdotes." É isso o que você dirá aos israelitas. ⁷ Então Moisés foi, chamou os líderes do povo e contou tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. ⁸ Então todos responderam ao mesmo tempo: — Nós faremos tudo o que o Senhor ordenou” (Êxodo 19.2-8a).

 Deus guia as pessoas que escolhe. Mas, também pergunta se elas estão dispostas a caminhar com ele, ouvindo a sua Palavra e obedecendo-lhe.

 Deus resgatara o povo de Israel da escravidão do Egito. Protegia-o em sua caminha pelo deserto. Ao chegarem ao monte Sinai, os israelitas foram colocados diante de uma opção; estavam dispostos a servir ao Senhor, a ser um povo de sacerdotes e uma bênção para outros povos? E a resposta do povo foi: “Nós faremos tudo o que o Senhor ordenou” (Êxodo 19.8a).

 No entanto, pouco depois de terem prometido obediência, fizeram o oposto: confeccionaram um bezerro de ouro e o colocaram no lugar de Deus (Êxodo 32). Ou seja, não cumpriram o prometido.

 Deus nos guia e nos protege. De inúmeras maneiras protege-nos e nos conduz diariamente. Além disso, ele nos escolheu para conhecermos seu Filho Jesus Cristo e, nele o seu amor para conosco. Em Cristo, ele nos concedeu o perdão dos pecados, chamou-nos para andarmos em amor e justiça e sermos bênção para outros. Estamos cumprindo o chamado? Ou?

 Assim como o povo de Israel foi libertado da escravidão do Egito, nós fomos libertados por Cristo. Pergunto: estamos dispostos a servir a Deus, a ser um povo de sacerdotes e sacerdotisas e uma bênção para outros povos? Vamos realizar tudo o que o Senhor nos ordenou? Que possamos responder as perguntas com muita sinceridade.

 Mesmo conhecendo nossas fraquezas, Deus continuas nos aparando e defende-nos das tentações que querem nos afastar Dele. Deus não desiste de nós. Ele diz: “estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”.

 Deus é nosso amparo, a nossa fortaleza, e nosso consolo forte nas tribulações do dia a dia. Deus luta por nós.

Oração: Senhor, obrigado porque nos carregas e não desistes de nós. Aniquila as forças malignas que tentam nos afastar de ti. Ajuda-nos a concretizar o projeto que tens para conosco. Agradecemos-te por nos teres enviado teu Filho Jesus Cristo que nos defende. Sê conosco Pai Amado. Amém.


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